Homenagem a artistas pernambucanos

Seguindo a mesma orientação da pousada de valorização da arte popular do Nordeste e de Pernambuco em especial, a Villa Boa Vista Eventos faz uma homenagem a três grandes artistas pernambucanos: Mestre Vitalino, Mestre Salustiano e Mestre Nuca. Para identificar os salões o artista plástico Romero de Andrade Lima criou painéis representativos da arte de cada um deles.

Mestre Vitalino

  • img_salao_vitalino

Segundo o jornalista e escritor Homero Fonseca“na edição de 1º de fevereiro de 1963, a revista Time publicou uma página com a notícia da morte de um artista plástico brasileiro.

Raramente um conterrâneo obteve tamanha deferência da prestigiosa publicação americana. Era o necrológio de Vitalino Pereira dos Santos, nascido num distrito de Caruaru - Pernambuco em 10 de julho de 1909 e morto a 20 de Janeiro daquele ano...

Foi um extraordinário cronista do cotidiano popular, modelando no barro os símbolos, valores, preconceitos e sentimentos da gente pobre do Nordeste... Emergiu do anonimato para a glória em 1947, quando a exposição Cerâmica Popular de Pernambuco foi levada ao Rio de Janeiro por Abelardo Rodrigues”.

Suas peças originais estão espalhadas por todo Brasil e também pelo exterior, como no Museu do Louvre em Paris. Com Vitalino a arte popular do Nordeste ganhou o mundo.

Mestre Salustiano

  • img_salao_salustiano

Manoel Salustiano Soares, conhecido como Mestre Salustiano ou Mestre Salu nasceu em Aliança, zona da mata norte de Pernambuco em 12 de novembro de 1945. Músico, produtor, artesão e professor, Mestre Salustiano influenciou uma série de artistas pernambucanos como Siba, Chico Science e Antônio Carlos Nóbrega.

Mestre Nuca

  • img_salao_nuca

O ceramista Manoel Gomes da Silva, conhecido como Mestre Nuca, Nuca de Tracunhaém ou Nuca dos Leões, nasceu em 1937 e faleceu em 2014.

Foi um dos mais expressivos artistas de Tracunhaém. Filho de agricultores pobres, começou a mexer com o barro na infância, fazendo brinquedos inspirados em figuras do seu cotidiano.

Segundo ele, o leão sentado, figura que marcou seu estilo, surgiu de uma ideia dele com a esposa. A característica mais marcante é a juba encaracolada, feita com dezenas de fragmentos circulares achatados.

Uma outra peça também muito característica da obra dos dois artesãos é a boneca com as mãos cheias de flores e os cabelos cacheados.

Suas peças são queimadas em forno a lenha, não são esmaltadas, nem decoradas ou pintadas. Atualmente, os trabalhos de Nuca e Maria (sua esposa) estão presentes em antiquários, coleções particulares, galerias de arte, museus e em espaços públicos como a praça do 1º Jardim de Boa Viagem no Recife e nos jardins do Sítio Burle Marx no Rio de Janeiro.

Fechar